Um dia perfeito para matar.

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Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Sex 07 Fev 2014, 19:22

O frio era intenso e o temporal vinha acompanhado de fortes rajadas de vento. Até mesmo os calmos e belos rios da cidade de Pugil pareciam aderir a ao ritmo da tormenta. Definitivamente uma atmosfera terrível para uma cidade que sobrevive do turismo.

Em meio a essa cidade, envolta pelo caos da natureza, em uma casa um tanto quanto espaçosa, porém pouca mobiliada, Annabelle observava o clima pela janela. A esse ponto já havia ajuntado todos seus pertences e estava determinada a sair, nem mesmo o forte temporal iria impedi-la.  Pegou sua capa de chuva, vestiu-a por cima das roupas convencionais e sem pensar duas vezes saiu pela porta da frente com um sorriso estampado em seu rosto.

Annabelle tentava caminhar tranquilamente, mas os fortes ventos exigiam grande esforço para que a garota não fosse arrastada rua afora.  Ela usava sempre que possível as construções ou qualquer outro objeto estático para proteger-se do temporal. Apesar da situação adversa, sua expressão era afável e seus passos lentos. Não acreditava ter motivos para pressa, seu destino era próximo e correr apenas estragaria a perfeição do momento.

Pouco a pouco Annabelle se aproximava do templo e a visão turva provocada pela chuva aos poucos ia tomando forma de uma magnífica edificação feudal com tendências góticas. Nunca antes a garota estivera ali, mas sua expressão permanecia imutável, o mesmo sorriso de regozijo que para Annabelle poderia ter os mais diversos significados.

Ela subiu as escadas e bateu na porta, sendo atendida por uma mulher que pessoas normais provavelmente taxariam por horripilante.

- Saia já daqui! A menos que você saiba a palavra chave! – disse a guardiã do templo.

Naquele momento tudo parecia ínfimo para Annabelle, a tempestade, o templo, mesma a guardiã. A garota sabia que seu objetivo era muito maior e lamentava ter que submeter a feitos pequenos, mesmo sabendo que eles eram necessários, entretanto nem por um segundo ela deixou transparecer tal pensamento. Annabelle estava certa de que um dia aquela mulher a sua frente iria servi-la, mas por hora ela conhecia bem sua posição e se necessário ela teria de servir a mulher.

-Quando no mundo a ganância reinar, deuses e mortais vão se enfrentar, e na batalha que se travar, o sacrifício pelo bem irá triunfar. E quando a humanidade mais uma vez decair, ira e vingança irão surgir, e aquele que antes os protegeu, tomará o mundo que sempre o pertenceu! – disse Annabelle, ainda com a mesma expressão, fazendo uma breve pausa e para então continuar – Meu nome é Annabelle Blanc, estou aqui para servir como as mãos e pés de nosso Senhor e seus mensageiros.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Dria Galfin em Seg 10 Fev 2014, 21:04

A chuva torrencial unida com os fortes ventos fizeram com que o que poderia ser uma simples caminhada se transformasse em uma batalha por se permanecer em pé, assim eram os passos de Annabelle sobre a tempestade que se abatia sobre Pungil.

Os ventos cortantes muitas vezes arrastavam a jovem por metros antes de mudar bruscamente quase a derrubando e encharcando as pernas pouco protegidas da jovem, dificultando ainda mais a tarefa de andar, mesmo assim a jovem conseguiu chegar no templo de madeira negra.

Ouvindo as palavras da Guardiã e respondendo com toda a certeza de que aquele seria o começo de uma nova faze de sua vida a jovem aguardava pela resposta da mulher.

Um sorriso felino se apossou dos lábios da Sacerdotisa, esta deu um passo para trás estudando a pequena garota a sua frente para então perguntar com a voz calma e melodiosa:

- Tens certeza de suas palavras e pensamentos Pequenina?! Pois Giratina exige muito mais do que simples atos e palavras. Mais do que uma criança como você pode prover!

Adentrando um pouco mais para dentro da escuridão do templo, Annabele se viu encarando apenas os olhos amarelados e felinos da Sacerdotisa que pareciam sorrir esperando a resposta da garota.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Seg 10 Fev 2014, 22:03

A forte tempestade abafava as palavras da sacerdotisa tornando-as quase inaudíveis. Annabelle observava atentamente os lábios da mulher, fazendo a leitura de cada silaba proferida. Ela percebia que a guardiã transparecia calma, desconfiança e superioridade, atitudes que a garota julgava importantes para alguém naquele cargo.

A sacerdotisa adentrava na escuridão fitando Annabelle com tenebrosos olhos inumanos, mas a garota parecia inalterada pela tentativa de intimidação. Para ela aquele movimento denotava fraqueza, pois recuar é de feitio de presas e não de predadores.

-Palavras e pensamentos podem ser tão vazios quanto à própria existência, não estou aqui para partilhar de minhas crenças, mas sim para tornar elas realidade.  – Annabelle mantinha-se com o sorriso alegre no rosto ao falar com a giratinista. Em seguida ela abaixava seu rosto e lentamente se aproximava da mulher enquanto erguia a face, dessa vez com um sorriso macabro e psicótico.

-Minhas mãos estão sedentas para contrariar a sua tese! – os olhos da Annabelle cravavam-se nos da sacerdotisa, eles mantinha-se estáticos e arregalados enquanto a garota esperava a retórica mulher.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Dria Galfin em Ter 11 Fev 2014, 17:15

Ao abaixar a cabeça para então levantar e encarar a Sacerdotisa um trovão riscou o céu e Annabele se viu encarando o vazio a sua frente, a voz da mulher parecia emanar de dentro da escuridão acompanhando o som da ventania e chuva que assolavam Pungil:

- Então prove-me que suas palavras não são vazias criança!

Um pokemon de barro se apresentou do meio da escuridão enquanto a voz da mulher parecia cada vez mais se distanciar.

- Baltoy sera seu guia! Traga-me a Faca e o Coração do Traidor de seu próprio sangue! Traga-me e então veremos do que você é feita!

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Ter 11 Fev 2014, 23:30

Annabelle voltava a sorrir ao ver que a sacerdotisa não estava mais à sua frente, apesar de não apreciar tanto técnicas furtivas, ela reconhecia que a habilidade da mulher era venerável.

A guardiã do templo dessa vez demonstrava um mínimo de confiança na garota, apresentando-a um enigma e o auxílio de um pokemon para o mesmo.

Annabelle não demonstrou mais que do esperado ao ver o pokemon de argila rodopiando em sua frente, ela olhou fixamente nos olhos do pokemon por alguns instantes acreditando que aquilo dispensaria qualquer palavra. Ela agora seguia para fora do templo esperando que o pokemon a acompanhasse, mas sem olhar para trás certificando-se que o mesmo o fazia.

Novamente Annabelle se via debaixo da tempestade, mas dessa vez com outro objetivo, o qual teria partes positivas e negativas realçadas pela força da natureza. Ela estava confiante de si, mesmo que tivesse interpretado errado o enigma ela confiava piamente em que sabia o que devia procurar, não seria feitio dela repensar naquilo.

O percurso de sua procura era tão árduo quanto fora para chegar ao templo, mas dessa vez a baixa visibilidade trabalha contra suas metas. Ela andava atentamente à procura de sua vítima, enquanto tentava se proteger o máximo possível da tormenta. Enquanto não encontrasse seu alvo continuaria seguindo ruas adentro, cada vez se aproximando mais da Igreja Universal de Arceus. Sua vítima perfeita seria qualquer seguidor do deus que tivesse o azar de cruzar com sua antagonista.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Dria Galfin em Qui 13 Fev 2014, 21:21

A chuva era a maior dificuldade de Annabelle isso e a rua vazia é claro, o pokemon de barro seguia calmamente ao seu lado usando de seus poderes para que a chuva no o molhasse, enquanto a jovem ao seu lado sofria a cada passo e mudança de vento.

Não havia ninguém nas ruas de Pungil, ninguém seria louco de sair no meio de um temporal daqueles, mas mesmo assim Annabelle continuava a lutar contra as provações do clima avançando lentamente na direçao do templo de Arceus.

Em meio ao caos da chuva um grito pode ser ouvido, era difícil dizer qual a direçao certa, mas era certo que um grito havia ecoado da mesmo forma que o céu foi marcado por um brilhante trovão.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Qui 13 Fev 2014, 23:21

Àquela altura Annebelle já percebera que dificilmente encontraria alguém pelas ruas, mas isso apenas alimentava a mente da garota com planos e ideias de quais seriam seus próximos passos.

Ainda com dificuldade para se locomover, ela rumava à Igreja de Arceus convicta do que era sua missão. Ela já havia ensaiado um plano em sua mente com diversas vertentes e variáveis possíveis, e apesar de ser extremamente arriscado, seria da mesma forma glorificante em caso de sucesso.

Annabelle se deleitava em seus pensamentos sádicos e obscuros enquanto caminhava, chegando a esquecer do desconforto proporcionado pela tormenta. Naquele instante um grito estrondoso pode ser ouvido, apesar de persistir por alguns momentos enquanto diminuía de intensidade, era impossível discernir sua localização. O urro fora acompanhada de um raio, levando Annabelle a crer que alguém havia sido atingido.

A garota não acredita ter qualquer ligação com alguém que tivesse morrido ou precisasse de ajuda na tempestade, mas aquele grito a alertara do quão vulnerável ela era perante a ira da natureza. Ela olhou para o lado vendo que o pokemon de barro ainda a seguia, então se agachou e olhou diretamente para ele.

-Você está aqui para me ajudar certo? – perguntou Annabelle de forma retórica – Nesse momento a maior ajuda que você pode me oferecer é flutuar sobre minha cabeça. – a garota reconhecia suas limitações, ela dificilmente conseguiria carregar um pokemon daquele peso por muito tempo, quanto mais em um temporal tão devastador, mas ela também sabia sobre as habilidades do mesmo e como se aproveitar delas.

Colocar o pokemon para flutuar sobre sua cabeça era uma ideia genial, ele impediria que a tempestade a atingisse de forma impetuosa e ainda serviria como uma espécie de para-raios.

-Quando nos aproximarmos da Igreja entre em minha mochila e fique o mais quieto possível. – dizia a garota para o pokemon – Não se esqueça de flutuar dentro da mochila, você está aqui para me ajudar e não para causar problemas. – apesar das palavras serem um tanto quanto duras, a voz de Annabelle era suave e educada e ela permanecia sorrindo o tempo todo.

Agora protegida, Annabelle continuava seguindo rumo à Igreja, uma vez que além de não importar com a desgraça alheia e considerava inútil começar uma busca por um grito que sequer sabia de onde vinha.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Dria Galfin em Sex 14 Fev 2014, 21:10

As ordens dadas por Annabelle para Baltoy rapidamente foram executadas, fazendo assim que pelo menos a água caia diretamente sobre a jovem diminuísse embora o vento continuasse a soprar com força molhando-a.

Os passos da jovem aos poucos a levavam para o centro da cidade onde o Templo de Arceus se encontrava, a estrutura branca era um ponto de referencia em meio ao caos daquela tempestade, era um refugio seguro em meio ao caos de toda a loucura de Pungil, isso é claro para aqueles que acreditavam que Arceus estava acordado, mas Annabelle sabia que isso não era verdade.

A jovem sabia que Arceus dormia e que apenas o caos poderia fazer com que Giratina despertasse o grande Deus do Amor e Paz, mas para isso acontecer era necessário sangue e caos, com esses pensamentos em mente Annabelle seguia, e ao se aproximar do Templo percebeu antes mesmo de Baltoy se esconder que as portas de madeira clara estavam fechadas barrando sua entrada.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Sex 14 Fev 2014, 22:43

A construção à frente de Annabelle esbanja magnificência, mesmo em meio à tempestade ela mantinha seu esplendor e firmava-se como um local digno de veneração a Arceus, mas a garota não se importava com questões estéticas, muito menos com aquelas que fossem relacionadas a uma forma que considerava errônea de se professar a fé.

Os portões fechados não minimizavam a certeza que Annabelle tinha quanto a seu plano, ela sabia que dificilmente a Igreja seria deixada sem um guardião, acreditando que bastava chamá-lo.

A adoradora de Giratina certificou-se se tudo estava como tinha planejado: baltoy escondido em sua mochila, suas roupas ensopadas, seu cabelo bagunçado de forma miserável e por fim sua expressão de desespero e clemência de alguém que urgia por ajuda. Ela então procurou por uma aldrava ou qualquer outra forma de campainha, para que chamar o guardião do templo de Arceus.

Caso a porta se abrisse, assim que ela o fizesse, Annabelle se jogaria aos braços da pessoa que a atendesse, na verdade a garota preferia que a pessoa não conseguisse segurá-la para que ela caísse diretamente no chão e dramatizasse ainda mais a cena. Logo em seguida ela fitaria com seus olhos de tristeza o atendente e diria “Por favor, eu preciso de um abrigo da tempestade. Você há de me ajudar!”. Se a porta se abrisse, mas nenhuma pessoa se encontrasse por perto ela esperaria por até que alguém aparecesse e suplicaria do chão.

Ela ainda não sabia o que iria acontecer, mas sabia que sua atuação deveria ser impecável. Ela sabia que não tinha motivos para acreditar que não fosse, uma vez que sempre foi uma mestra na arte da dissuasão. Era hora de se entregar à sua personagem de corpo e alma para ganhar a confiança e piedade de quem quer que estivesse ali dentro.

Na hipótese da porta continuar fechada ela analisaria ao redor do templo qualquer forma alternativa de adentrá-lo, para depois então repensar seus passos.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Dria Galfin em Seg 17 Fev 2014, 12:55

O templo parecia uma fortaleza em meio a tempestade, os vitrais altos ilustravam um mundo em que pokemons e humanos poderiam viver em paz e harmonia, sua porta de madeira branca aos poucos se manchava devido a quantidade excessiva de água que batia nesta, mas um simples empurrão mais forte revelaria que a porta estava aberta, apenas o barulho da tempestade abafava qualquer som que pudesse revelar a presença da Aspirante as portas de Arceus.

Um trovão riscou os céus fazendo com que a chuva caísse ainda mais forte tornando difícil escutar até mesmo as batidas de seu próprio coração, a sua frente a murada branca do templo era convidativa mesmo que por motivos sombrios, na mente da garota o olhar amarelado e felino parecia zombar-lhe enquanto as palavras misteriosas ecoavam por sua mente.

"Traga-me a Faca e o Coração do Traidor de seu próprio sangue!"


Última edição por Dria Galfin em Sex 25 Abr 2014, 20:41, editado 1 vez(es)

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Sab 26 Abr 2014, 15:17

As palavras na mente de Annabelle não abalavam-na, elas sequer chegavam a fazer a garota repensar suas atitudes. Qualquer pensamento que fugisse a linha de ação dela era infundado em sua cabeça, sua confiança era sólida e cega, o que colocava seu plano em risco. Qualquer deslize que cometesse poderia acarretar  em grandes consequências, mas a mente dela se negava a pensar em que pudesse fracassar.

Vestindo-se com a expressão de indulgência, Annabelle encolheu seus ombros, levou as mãos mal fechadas frente ao peito, com o corpo tremendo e lagrimas em seus olhos, cabeça baixa e olhos semi-abertos, ela adentrou na morada de Arceus lentamente, olhando de forma assustada ao seu redor em procura de algo ou alguém. Ela aparentava perdida e desolada, tão frágil que poderia a qualquer momento desabar, suas pernas estavam bambas e seus passos curtos demonstravam dificuldade para andar, tremia de frio enquanto as lágrimas que escorriam-lhe o rosto caiam no chão.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Dria Galfin em Seg 28 Abr 2014, 21:03

O vento e o corpo de Annabelle empurraram com força a porta de entrada da Igreja de Arceus, as lagrimas salgadas da jovem escorriam por seus rosto da mesma forma que a chuva.

A claridade intensa da Igreja por alguns instantes cegaram a jovem aspirante, e ao finalmente se acostumar com a claridade estranha do lugar a primeira coisa que Annabelle reconheceu foi um grande e alvo Absol, o Pokemon caos estava sentado á apenas alguns metros da porta encarando firmemente a jovem.

Os olhos vermelhos do pokemon pareciam estudar cada detalhe da cena enquanto suas pressas tão alvas quanto seu pelo se revelavam em um sonoro rosnado contrariado, Baltoy as costa de Annabelle estremeceu ao ouvir o rosnado enquanto passos apresados se aproximavam do pokemon revelando o Padre da Igreja, o homem alto e de cabelos castanhos sorriu de forma compassiva ao dizer:

- Seja bem vinda a casa de Arceus criança!

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por A! em Seg 19 Maio 2014, 19:29

Annabelle demorou alguns instantes para se adequar a iluminação ambiente; não era para menos, o tempo fechado fazia a cidade ficar extremamente obscura; quando finalmente podia enxergar de forma propícia ela se deparou um amplo salão com enormes pilares de mármore e inúmeras fileiras de bancos. Todo ambiente aparentava estar vazio, com a exceção de um belo pokemon poucos metros a frente da garota, “um dos guardiões da morada de Arceus” pensou Annabelle, que mais uma vez permanecia confiança inabalável mesmo sabendo que aquele pokemon poderia implicar complicações a seus planos, mas ainda acreditava que não fosse nada incontornável.

O pokemon de pelugem alva rosnava para a garota, que aparentava estar amedrontada e se encolhia demonstrando medo da fera. Enquanto isso passos ecoavam em ritmo rápido, ficando cada vez mais próximos a medida que a imagem de um homem, que provavelmente era responsável pela igreja, se formava. Ele se dirigiu a Annabelle com palavras compassivas, entretanto vagas, ele a recebia como se fosse qualquer visitante em circunstâncias rotineiras, sem sequer oferecer ajuda, o que era estranho dada sua posição e o estado deplorável da garota. Annabelle sabia que seguidores de Arceus, de forma geral, pregam o bem e são pessoas benevolentes, “talvez ele tenha problemas de vista” pensou consigo mesma, sabendo que deveria ficar atenta a todos detalhes. Decidiu então permanecer com seu plano, entretanto de forma mais cautelosa dada a atitude suspeita do padre.

-Será que… você poderia me ajudar? - perguntava a Annabelle com dificuldade enquanto tentava engolir o choro.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Ayzen em Ter 20 Maio 2014, 15:55

Off escreveu:Assumindo a sua rota.
Espero que possa continuar o belo trabalho que a Dria fez contigo ^^

A chuva torrencial continuava a cair lá fora, enquanto a menina ainda ensopada, principalmente das pernas para baixo, pisava no solo seco e santo da Igreja Universal de Arceus. Annabelle carregava dentro de sua mochila o seu Baloty, destinado aquela missão, que ao cumprir, levaria a rosada para um novo patamar de sua vida, que era ser membro da seita de Giratina. Mas isso só aconteceria se a menina conseguisse decifrar corretamente o enigma dado e cumprir o que era pedido. Fora isso, ela precisaria de muito empenho para tal arte.

No tempo, o Pokémon desastre ainda rangia os dentes para a menina, que de forma inocente se posicionava ali no meio. O padre, que pouco tinha da sensibilidade cognoscível de seu Pokémon alvo, aproximava-se da jovem, que sozinha pedia ajuda. O local estava vazio, sem contar com o trio que se reunia ali, e os diversos bancos ali pareciam formar uma infinidade que os olhos da pequena não alcançavam. O som do vento contra o vitral ainda era torturante, deixando o clima bem mais tenso do que já era.

- Calma, Absol! É apenas uma menina! – dizia o padre para o seu Pokémon, que se calava, mas continuava olhando sério para a pequena. – Não se preocupe com ele, é apenas um pouco cismado com organização e detesta que baguncem o templo. O que posso fazer por você, minha pequena! – dizia o padre em voz leve e suave.

O sinal de Giratina ainda não se manifestava para a garota. O enigma ainda era relido em sua mente. Como Annabelle poderia encontrar o coração e a adaga do traidor de seu sangue? Seria o sangue da garota ou o sangue da igreja? A única certeza que a jovem poderia dizer era que o padre verdadeiramente queria ajudá-la. Na mochila, Baltoy nem se mexia, parecendo mais um dos seus objetos.

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Re: Um dia perfeito para matar.

Mensagem por Alice em Sab 12 Jul 2014, 12:42

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Re: Um dia perfeito para matar.

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